Quando a ambição atropela a aprendizagem
Com nossa necessidade constante de autoafirmação, nos acostumamos a levantar certas bandeiras e por elas lutar até o fim. Competimos para vencer, questionamos para transformar, lutamos porque… Gostamos de lutar.
Mas quando só se enxerga o destino, a trajetória parece insignificante e os meios para chegar até lá passam a não ter mais critérios. Nesta hora, ambição e ética entram em conflito e os princípios pelos quais você realmente luta começam a aparecer.
A ambição é uma “faca de dois gumes” e precisamos saber direcioná-la para que se torne um combustível e não um veneno. É o tempero principalmente dos jovens profissionais e sem ela não teríamos conseguido mudar tantos costumes.
Mas falar de ambição sem falar de ética é como começar a montar a composição deste veneno e estaremos a um passo de viver sob a lei da selva, lutando diariamente pela sobrevivência e não pela evolução da espécie.
Cada etapa de nossa jornada profissional virá acompanhada de obstáculos e aprendizagens. Tentar encurtar o caminho ou pular alguma dessas etapas possivelmente nos livrará de certos obstáculos, mas também deixaremos de aprender.
E acredite: uma hora esta informação baterá à nossa porta pedindo satisfações. Por isso é preciso aproveitar a jornada e deixar que as oportunidades apareçam quando estivermos prontos.
Quem disse que precisamos enxergar toda a escada? Subamos o primeiro degrau com fé, e ao topo saberemos que, se fosse possível, viveríamos tudo novamente.
Beatriz Carvalho
Estudante de Relações Públicas da Universidade Metodista em São Bernardo do Campo.









