Qual é o seu rótulo no mercado?
“Falta de sintonia nas equipes gera perda de tempo, dinheiro e talentos nas empresas.”
A esfera das relações e posturas no mercado profissional vive o seu melhor momento. Isso, graças ao crescimento das oportunidades, à necessidade reconhecida das empresas de desenvolver em seu time a inteligência emocional e ao espaço conquistado pela geração y.
Mas, nem tudo são flores quando se trata de mercado. Um velho hábito humano continua afetando a saúde, a mente, e claro, a produtividade dos profissionais no ambiente de trabalho.
Que hábito é esse?
Assim como os produtos expostos nas prateleiras e gôndolas de supermercados, todos nós também sofremos rótulos. Na maioria das vezes, eles são criados por nossos colegas, que através da nossa “embalagem” - aparência e comportamento - determinam a nossa marca, modo de usar, validade, contra indicações e componentes.
Essa atitude é comum a todos os ambientes pelos próprios desdobramentos das relações interpessoais nos processos de interação em grupo. Quem na infância não recebeu o rótulo de “nerd”, patricinha, mauricinho, esquisita ou de bagunceiro do fundão?
Mas esse tipo de conduta no trabalho pode afetar a saúde dos relacionamentos nas equipes. Simplesmente, Porque o outro julga conhecer o colega sem, realmente, conhecer. Na verdade, apenas criou um personagem superficial para compensar sua falta de interesse e motivação em conhecê-lo a fundo. Isso sempre envolve fatores relativos à competição, preconceito e egocentrismo.
Com a equipe fora de sintonia a empresa perde tempo, dinheiro e talentos. Por isso, nada de rotular os colegas, independente de suas reações ou características. É importante não nos prendermos aos estereótipos, muito menos permitir que o outro crie para nós um rotulo, por sua visão particular, que não seja um reflexo real de nossa personalidade, percepção e postura.
Juliana Talala
Jornalista, redatora publicitária e blogueira.










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