Qual é o seu rótulo no mercado?

“Falta de sintonia nas equipes gera perda de tempo, dinheiro e talentos nas empresas.”

A esfera das relações e posturas no mercado profissional vive o seu melhor momento. Isso, graças ao crescimento das oportunidades, à necessidade reconhecida das empresas de desenvolver em seu time a inteligência emocional e ao espaço conquistado pela geração y.

Mas, nem tudo são flores quando se trata de mercado. Um velho hábito humano continua afetando a saúde, a mente, e claro, a produtividade dos profissionais no ambiente de trabalho.

Que hábito é esse?

Assim como os produtos expostos nas prateleiras e gôndolas de supermercados, todos nós também sofremos rótulos. Na maioria das vezes, eles são criados por nossos colegas, que através da nossa “embalagem” - aparência e comportamento - determinam a nossa marca, modo de usar, validade, contra indicações e componentes.

Essa atitude é comum a todos os ambientes pelos próprios desdobramentos das relações interpessoais nos processos de interação em grupo. Quem na infância não recebeu o rótulo de “nerd”, patricinha, mauricinho, esquisita ou de bagunceiro do fundão?

Mas esse tipo de conduta no trabalho pode afetar a saúde dos relacionamentos nas equipes. Simplesmente, Porque o outro julga conhecer o colega sem, realmente, conhecer. Na verdade, apenas criou um personagem superficial para compensar sua falta de interesse e motivação em conhecê-lo a fundo. Isso sempre envolve fatores relativos à competição, preconceito e egocentrismo.

Com a equipe fora de sintonia a empresa perde tempo, dinheiro e talentos. Por isso, nada de rotular os colegas, independente de suas reações ou características. É importante não nos prendermos aos estereótipos, muito menos permitir que o outro crie para nós um rotulo, por sua visão particular, que não seja um reflexo real de nossa personalidade, percepção e postura.

Juliana Talala
Jornalista, redatora publicitária e blogueira.

Deixe o seu comentário:

3 comentários: “Qual é o seu rótulo no mercado?”


  1. Alex Gonçalves diz:

    De fato, é necessário que as pessoas vejam muito além do que os olhos são capazes de limitar. Essa visão empreendedora e humanista, nos faz reinventar novas manerias, crenças, costumes e e claro, capacidades infinitas de criação e adaptação ao novo. É preciso ver uma pedra e como Michelângelo, libertar o belo.


  2. Bruno Figueredo diz:

    Muito legal seu post Juliana.
    Realmente é o que mais acontece na atualidade. Rótulos e mais rótulos surgem a todo momento, e cabe também ao rotulado exibir o conteúdo e mostrar que ele é muito mais do que pensam.

    Sugiro você falar nos próximos posts sobre a geração Y.

    Sucesso no seu blog. Estou adorando.


  3. Marcos Leandro diz:

    Excelente texto! Sem palavras! Curto, como texto de internet; direto como texto jornalistico e bem fundamentado como os textos de uma redatora, blogueira e jornalista deve ser… Como publicitário e entendedor de “marcas” eu acrescento que além de ter passado todo o espírito do ambiente de trabalho, Juliana ainda conseguiu transpassar a essência de algumas insatisfações pessoais e profissionais que ocorrem nesse ambiente. Concordo e indico! Parabéns!

E-mail: contato@waleskafarias.com.br - Tel:(21) 2137-6020 - Cel: (21) 9861-4790